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sexta-feira, 19 de março de 2010


Abençoados e nunca envergonhados

Texto-Chave: Gênesis 9:20-27
Deus encheu a Bíblia com promessas de benção e prosperidade para nós, mas precisamos aprender lidar com a benção, pois, por incrível que pareça, ela pode se tornar um problema em nossa vida. Noé é um exemplo disso. Embora estivesse debaixo de decretos de prosperidade, fosse escolhido de Deus, ele caiu na vergonha do pecado. Sendo lavrador, plantou uma vinha e Deus o abençoou com a colheita. O problema é, que justamente com o fruto da benção, ele se embriagou e expôs-se à vergonha. Vamos aprender com esse episódio ALGUMAS VERDADES SOBRE NÃO DEIXAR QUE A BENÇÃO SE TORNE UM PROBLEMA.
TEMOS QUE ADMINISTRAR A BENÇÃO EM NOSSAS VIDAS – vs. 20 e 21 – Noé fez uma colheita, produziu vinho, mas embriagou-se com ele. Há muita gente que toma esse caminho, deixa que o sucesso suba à cabeça e roupa sua consagração e santidade. Exemplo: pessoas que quando conseguem um bom emprego ou prosperam financeiramente, deixam de buscar a Deus; casais de jovens que se esfriam na fé quando começam a relacionar-se; líderes que se tornam orgulhosos e intocáveis quando obtém algum êxito... Temos que vigiar para que a benção não nos desvie do Abençoador, que é Deus.
NÃO PODEMOS BRINCAR COM O PECADO - vs. 21a – Noé brincou com o vinho e passou dos limites, embriagando-se e atraindo a desonra. Ele não vigiou e entrou numa área de risco. Isso deve nos ensinar a ser radicais e não chegar nem perto do pecado. Paulo fala que devemos “fugir da prostituição” (I Co 6:18 ) e isso significa não deixar que o pecado chegue perto de nós. Precisamos ter cuidado com televisão, Internet, bebida, amizades inconvenientes, ambientes que nos expõem à queda, etc... Quem põe a mão dentro da jaula pode acabar arranhado pelo leão (I Pe 5:8).
O PECADO SEMPRE TRARÁ VERGONHA ÀS NOSSAS VIDAS – vs. 21b – A embriagues de Noé o fez ter atitudes vergonhosas que acabaram sendo vistas por seu filho mais novo. É sempre assim: quando cedemos ao pecado, ele nos envergonhará. Não vale à pena correr o risco!
NOSSO PECADO PODE INDUZIR OUTROS AO ERRO - vs. 22 – O pecado de Noé induziu seu filho mais novo, Cão, a pecar também, perdendo o respeito por seu pai e usando o que viu como argumento de fofoca. Isso é uma tendência: quando pecamos, abrimos brechas sobre nossa família, nossos discípulos e sobre aqueles que caminham conosco.
PRECISAMOS REAGIR CORRETAMENTE DIANTE DO PECADO – vs. 22 a 25 – Quando nos deparamos com o pecado, seja na nossa vida ou na vida dos nossos irmãos, precisamos ter a atitude correta.
Não podemos nos endurecer diante do nosso próprio pecado – Noé, ao invés de quebrantar-se e pedir perdão, irou-se e reagiu com dureza. Assim, atrasou o processo de Deus em sua vida e abriu brechas de maldição sobre sua descendência.
Não podemos fazer do pecado alheio munição para a maledicência – Cão viu o pecado de seu pai e saiu espalhando. Demonstrou não ter aliança e nem amor. Assim, tornou-se aliado do diabo (que é acusador) e atraiu maldição sobre si e seus filhos.
Não podemos cruzar os braços e lavar as mãos diante do pecado – Uma outra atitude errada é a de saber do pecado do nosso irmão e fazer vistas grossas, ou seja, não interferir. Se agirmos assim, somos cúmplices e responderemos diante de Deus (I Tm 5:22).
Precisamos tomar atitudes para que haja uma restauração – Sem e Jafé buscaram uma maneira de restaurar a dignidade de seu pai, providenciando-lhe uma “cobertura”. Isso representa exortar a pessoa que caiu e ajudá-la a restaurar sua santidade ou procurar o discipulador dela (sua cobertura) para que este a ajude.
Podemos ver na palavra de hoje o quanto o pecado pode trazer vergonha e maldição. A única maneira de livrar-nos disso é arrepender-nos, recebendo Jesus como nosso Salvador e Senhor e decidindo viver de acordo com sua Palavra...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Entendendo as tempestades.


Entendendo as tempestades

“O Senhor tem o seu caminho no turbilhão e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés.” - Naum 1:3


Enfrentar tempestades não é exclusividade dos homens sem Deus. Embora muitas pessoas estejam na igreja com a expectativa de que o Senhor fará de suas vidas um “mar de rosas”, não é esta a realidade e não é isto o que a Bíblia promete. Jesus disse: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo” (Jo 16:33). Pedro nos adverte: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária estivesse vos acontecendo” (I Pe 4:12). Portanto, adversidade é coisa comum na fé.
Já que não podemos viver a ilusão de que não enfrentaremos súbitas tempestades na vida, o melhor que fazemos é aprender a nos comportar no meio delas. Para tanto, gostaria que você lesse dois textos: Jonas 1:1-17 e Marcos 6:45-51. A partir desta leitura vamos tomar o exemplo de Jonas e dos discípulos para aprender sobre o assunto.
Tanto Jonas quanto os discípulos serviam ao Senhor e enfrentaram terríveis tempestades. Entretanto, os contextos que envolveram suas lutas eram bem diferentes. Os discípulos estavam no meio do Mar da galiléia por pura obediência ao Senhor. O próprio Jesus os havia compelido a estar naquele lugar (Mc 6:45). Jonas, por outro lado, estava no meio do mar por desobediência. Deus o havia mandado para Nínive, mas ele fugia de sua vontade num navio para Társis. No seu caso, diz a Bíblia que “Deus lançou sobre o mar um forte vento” (Jn 1:4).
Aqui temos a primeira coisa a fazer quando enfrentamos tormentas. Devemos nos indagar: Esta situação é uma provação ou uma disciplina do Senhor? Os discípulos estavam sendo provados. Jesus queria conduzi-los a um novo nível de fé. Este é sempre o propósito das provações. Por isto o Senhor permitiu que eles entrassem no meio das nuvens negras. Mas o Mestre acompanhava tudo atentamente através da sua intercessão e logo viria em seu socorro (Mc 6:47,48). Deus nunca nos prova além das nossas forças!
O caso de Jonas era bem diferente. A tempestade veio para corrigi-lo. Era fruto de sua desobediência e tinha o propósito de levá-lo de volta à vontade de Deus. A única maneira de vê-la cessar antes que acabasse com sua vida era um profundo e genuíno arrependimento.
Quando estamos sendo provados, Deus espera ver em nós persistência e fé. A Bíblia diz que, vendo os discípulos “em dificuldade a remar”, Jesus veio-lhes ao encontro (Mc 6:48). Estou certo de que a atitude deles de não entregar os pontos e, mesmo cansados, continuar fazendo o que podiam para não naufragar, comoveu o coração do Senhor. É assim que devemos agir em meio às lutas: nunca desistir de chegar ao lugar que o Senhor apontou para nós. Eles tinham um destino, Betsaida, e estavam lutando para chegar lá.
Em contraste com a atitude dos discípulos, Jonas dormia no porão do navio enquanto as ondas se avolumavam (Jn 1:5). A princípio, este homem estava tão insensível e passivo, que Deus não interveio, a não ser para piorar a tempestade. Só depois que Jonas despertou da rebeldia e assumiu o seu pecado, aceitando pagar por suas conseqüências, foi que o Senhor ordenou a bonança.
Há muitas pessoas que não saem das lutas porque não estão dispostas a assumir e abandonar o erro. Decidiram que iriam numa direção própria e insistem em mantê-la, ainda que a vara do Senhor lhes esteja ardendo nas costas. Ignoram o fato de que “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (I Pe 5:5).
É importante afirmar que o amor do Pai está presente em ambas as situações, seja na provação ou na disciplina. Ao provar-nos, Ele revela seu intento de fazer-nos crescer, de conduzir-nos a uma dimensão maior do seu poder (Pedro, por exemplo, terminou aquela noite andando milagrosamente sobre as águas!). Mas quando o Senhor nos disciplina, nisto revela também o seu amor. Ele recusa-se a tratar-nos como bastardos. Somos seus filhos e por isso Ele não pode abandonar-nos em nosso próprio erro e rebeldia. Assim, usa da vara para trazer-nos de volta à sua “boa, perfeita e agradável vontade” (Rm 12:2).
O desfecho destas duas histórias é surpreendente! Os discípulos assustaram-se ao ver Jesus andando sobre as ondas. Esperavam que Ele viesse, é verdade, mas pensavam que o faria de um modo corriqueiro, remando num barquinho. Mas o poder de Deus é espetacular. Devemos preparar o nosso coração para vê-lO agir de maneira ilógica nas nossas lutas. Lembre-se: Uma prova sempre nos levará a um nível maior de fé, se permanecermos fiéis.
Quanto a Jonas, genuinamente arrependido e conformado com as consequências de seu pecado, foi lançado ao mar. Sua atitude fez cessar a tormenta. Mas voltar ao lugar de origem, à situação de antes do erro, ainda lhe custou três dias e três noites terríveis no ventre de um peixe. Só depois disso, a restauração se completou.
Se posso resumir tudo em poucas palavras, direi: Se você está sendo provado, não pare de remar! Se você está sendo corrigido, humilhe-se, decida mudar e aceite a barriga do peixe. Ela é bem melhor que as trevas definitivas do fundo do mar!